Monday, May 12, 2008

escrita


Escrevo para nós,
as linhas encontram-se perdidas neste branco, sempre branco.
A página teme em não passar em frente
Escrevo para nós, sempre em sentido único.
Frente, espaço, verso.
O nosso amor transformou-se nesta escrita de caligrafia desalinhada ,
marcada pelo ritmo sincopado de um sonho.
O nosso.
Escrevo para nós,
e agora é folha que teme
em não acrescentar nada de novo
à história que nos fez romper horizontes.
Paro para pensar.
Perco-me nos círculos do fumo, do cigarro que já não fumo.
Verifico o bico à bic .
Esta folha não é uma folha solta de um livro qualquer.
É a folha do livro do nosso amor.
E isso basta-nos, nesta escrita desigual.
Espaço, parágrafo, ponto final.

3 comments:

Anonymous said...

Já não era sem tempo o regresso.
Bj.
j.

mateo said...

Ponto final?
Beijo.

sulmoura said...

Belo, Moura! toma lá um beijo «tamém»
:-)