Thursday, November 09, 2006

e
penso em ti
e no tempo que separa
as nossas vidas
 o presente da tua ausência
 a distância do passado
entre o sentir e amar


é neste teu não estar

que  me ergo  e me construo
mulher


sigo o trilho longo ensinado por ti
 e tu segues sereno a meu lado


é nesta memória passada da tua sempre presente ausência
que a tua filha te
pré (sente)

Ailéh
Dissipados soltam-seos corpos
vagos na intensidade
de um momento assim...
Ailéh
en (canto)

conto.te 
baixinho um conto
ponto por ponto
com en (canto)
aponto
à tua boca
o beijo.


Ailéh
paro o passo
e é nesse compasso
entre o (teu) eu
e o (meu) tu
queentrelaço
o espaço em nós.

Ailéh
as minhas mãos vagueiam pelos trilhos
da tua sublime textura
tocam-te e embriagadas
encaminham-se por  atalhos de pele
de súbito gelam
suspendem a marcha.
...do teu perfil ardente.

Ailéh
E o que resta de mim e de ti?
Da união e da visão plena de nós?
daquela fragrância sublime que tacteia nossos corpos
soltando promessas invisíveis,
das partilhas de sempre
da ligação entre nós e aquele singular momento
desse imaginário
só teu e meu
que será unicamente a nossa íntima luz.

Ailéh
Encontro me
unipessoal
( so) lidão
Re descubro me
epiderme
Poro
suor
Frio
e ( r ) go
me

Ailéh